Planejar a aposentadoria sendo autônomo é um assunto que tropeça com muitas dúvidas e questionamentos, pois muitos dos profissionais que optam por essa modalidade de trabalho se preocupam em viver o presente e esquecem do quanto é importante planejar o futuro e consequentemente se preparar financeiramente.

Está certo que atualmente existem outras maneiras de garantir uma fonte de renda no momento de parar de trabalhar, mas são fórmulas muitas vezes incertas que nem sempre dão o retorno que espera, além da probabilidade de deixá-las na mão.

Nesse caso, é preciso começar a planejar a aposentadoria a fim de assegurar um futuro tranquilo sem ter que se preocupar em ganhar dinheiro para pagar as contas.

Confira no texto dicas sobre como planejar a aposentadoria sendo autônomo.

Tente se imaginar daqui alguns anos tendo que realizar o seu trabalho sem energia, empenho e saúde por ter que ganhar dinheiro para arcar com as suas despesas.

Por mais que você ame o seu trabalho é improvável que você queira passar a sua velhice se esforçando diariamente para ter uma renda interessante. Nesse caso, não refletir sobre a aposentadoria será um erro que custará a sua liberdade no amanhã.

Portanto, é importante começar esse planejamento respondendo perguntas como a idade que considera ideal para se aposentar, a quantia que considera mais eficiente para te sustentar e até mesmo se terá mais pessoas dependentes da sua aposentaria.

Tente pensar também nos gastos fixos e variáveis que poderia ter mensalmente e as possibilidades de fontes de renda do futuro – será apenas a aposentadoria ou tem como ganhar direito com trabalhos extras, aluguel de imóveis e dentre outros?

Planejando a aposentadoria sendo autônomo

As reflexões citadas acima vão levá-lo a um caminho para conseguir se aposentar e aliás existem algumas modalidades como a previdência privada, a renda fixa, a renda variável e por fim, INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que não se aplica apenas as pessoas com registro em uma empresa, mas as autônomas também.

No caso, são modalidades comuns disponíveis às pessoas que desejam ter uma aposentadoria no futuro, mas antes de escolher entre as opções é preciso entender como cada uma funciona, as vantagens oferecem e dentre outras informações.

Analise as suas possibilidades antes de determinar a modalidade da aposentadoria e considere a ajuda de profissionais especialistas no assunto, pois eles podem compartilhar informações que tornam a escolha mais fácil e principalmente, certeira.

Previdência privada

Na previdência privada a pessoa deve fazer aplicações constantes, mas ela pode escolher o quanto vai contribuir e principalmente com qual frequência. Porém essa contribuição deve considerar a quantia que a pessoa deseja receber ao se aposentar.

O interessante nessa modalidade é que a pessoa pode resgatar o valor que ela investiu de uma única vez no futuro ou escolher recebê-lo como uma renda mensal.

Mas além disso, também tem a questão dos tipos de previdência privada disponíveis para escolha de investimento ou contribuição do autônomo que são:

  • Vida Gerador de Benefício Livre (VGLB): nessa modalidade os impostos caem nos rendimentos da aplicação e não no total, o que torna os tributos menores, mas além disso, ela não garante a dedução do Imposto de Renda.
  • Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL): na modalidade a dedução de até 12% da renda tributável ao declarar o Imposto de Renda e os tributos incidem no valor total da aplicação, menos valor investido, mais rendimento do período.

Renda fixa

Os especialistas em rendimentos costumam descrever a renda fixa como um investimento mais seguro e ideal para as pessoas com um perfil conservador, pois ele demonstra com mais clareza o quanto a sua aplicação vai render durante um tempo.

Na renda fixa existem dois tipos de investimentos, os prefixados que permitem saber o retorno no fim da aplicação e os pós fixados que é um rendimento combinado com outro índice da economia. Ou seja, o dinheiro rende conforme o indicador específico.

Nesse caso, pode optar por investir tanto em Tesouro Direto, como CDBs e LCAs.

Renda variável

A renda variável é uma modalidade de investimento cuja sua rentabilidade varia com uma série de fatores a começar pelas mudanças econômicas e políticas – lembrando que elas consideram não apenas fatos que acontecem no Brasil, mas no mundo.

Esse tipo de investimento é um pouco mais arriscado, por isso não é recomendado às pessoas com perfil conservador. Como a rentabilidade varia a todo momento é possível ter momentos de muitos ganhos, como também algumas perdas.

Aliás, a Bolsa de Valores é considerado um dos principais ativos da renda variável.

INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)

Muitos autônomos não fazem ideia de que é possível se cadastrar no INSS tendo uma atividade liberal, mas para isso é preciso seguir algumas recomendações a começar pela sua inscrição no Programa de Integração Social, também conhecido como PIS.

No caso, essa inscrição deve ser feita como “contribuinte individual” para que então escolha o seu tipo de contribuição. Depois deve ser feito o pagamento da Guia da Previdência Social (GPS), que é popularmente conhecido como “carnê do INSS”.

Esse carnê pode ser preenchido manualmente ou através da internet e geralmente o seu pagamento é feito pelo aplicativo do INSS ou em uma instituição bancária – as casas lotéricas também podem ser uma opção para efetivar o pagamento do carnê.

Vale dizer que o pagamento do carnê varia com a modalidade escolhida cuja pessoa pode optar por pagar 11% sobre o salário mínimo com aposentadoria por idade ou 20% sobre o que ganha que dá o dinheiro de se aposentar por tempo de contribuição.

Independente da modalidade de aplicação, investimento ou aposentadoria que vai escolher é importante que faça um planejamento tendo em vista o que deseja receber no futuro, podendo se organizar financeiramente de forma adequada.

O ideal é que ao planejar a aposentadoria sendo autônomo você conte com a ajuda de algum especialista para que entenda profundamente o que cada uma dessas modalidades abordados no texto significam e o quanto elas podem te beneficiar.

Faça essa escolha com calma, mas não deixe de definir uma forma de se aposentar.